Dízimo

OS PREGADORES DO DÍZIMO


O DÍZIMO É BÍBLICO!

Não é difícil ouvir alguém que frequenta templos religiosos, denominações que chamam de “igreja” afirmar categoricamente “… o dízimo é bíblico!”
Sim! O dízimo está na bíblia é mencionado nela, mas, ele não é bíblico da maneira como ensinam os pregadores.
Entenda:
O dízimo é sim mencionado no VT em (Hebreus 7:2; Gênesis 14:20) e foi uma ação voluntária de Abraão a Melquisedeque, entregando o dízimo dos despojos de guerra logo depois de matar pelo menos 5 reis contra quem foi guerrear. Ele o ofereceu como um presente, não foi Deus quem mandou dar, mas por diplomacia ele o deu e não o tornou a dar novamente. Veja, não há nada de divino ou espiritual aqui.
Outra menção que é feita no VT sobre o dízimo está em (Gênesis 28:22) e diz respeito a Jacó que prometeu dizimar se Deus o levasse e o trouxesse em paz para casa, mas nem a bíblia confirma se ele dizimou e se o fez foi 20 anos depois quando voltou da sua jornada.

Ainda no VT vemos a ordenança de Deus ao povo de Israel que tornou em lei o dízimo. Este seria das sementes, frutos do campo e de alguns animais para a tribo de Levi.

MAS AFINAL DE CONTAS QUEM SÃO OS LEVITAS?

Diferente do que muitos músicos e artistas do meio gospel afirmam ser um “levita” não é ser um cantor, tocador, adorador instrumentista. Não há qualquer referência direta a esse respeito no novo testamento, o termo vem do Velho Testamento, onde se referia aos descendentes de Levi (um dos doze filhos de Jacó), uma das doze tribos de Israel. Os levitas tiveram destaque entre as tribos por terem se posicionado a favor da adoração somente ao Senhor, enquanto parte do povo adorava um bezerro de ouro, tempo em que Moisés havia se ausentado para falar com o Senhor no monte.

Foi a partir desse momento, que os levitas foram separados como servos de Deus, uma espécie de sacerdócio. Eram formados pela família de Arão e seus auxiliares.

Eles eram incumbidos de cuidar tabernáculo e de seus utensílios, inclusive no deslocamento dos objetos durante a viagem pelo deserto:

“E estes são os nomes dos filhos de Arão: o primogênito Nadabe; depois Abiú, Eleazar e Itamar. Estes são os nomes dos filhos de Arão, dos sacerdotes ungidos, cujas mãos foram consagradas para administrar o sacerdócio. (…) E falou o Senhor a Moisés, dizendo: Faze chegar a tribo de Levi, e põe-na diante de Arão, o sacerdote, para que o sirvam, E tenham cuidado da sua guarda, e da guarda de toda a congregação, diante da tenda da congregação, para administrar o ministério do tabernáculo. E tenham cuidado de todos os utensílios da tenda da congregação, e da guarda dos filhos de Israel, para administrar o ministério do tabernáculo. Darás, pois, os levitas a Arão e a seus filhos; dentre os filhos de Israel lhes são dados em dádiva” (Nm 3:2-9)

De acordo com as escrituras, naquela época não havia menção a musica, ao canto como função do levita. O Rei Davi teria sido o responsável por inserir este costume nas celebrações (ele tocava harpa, e tinha aptidão para a música). Este costume está relatado tempos depois da conquista de Canaã, já no livro de Samuel.

DÍZIMO ERA DINHEIRO?

Se dois fazendeiros fizessem a colheita de dez cenouras, cada um, ambos seriam obrigados a dizimar uma cenoura. Sob o sistema agrário do dízimo, não importava se um deles vendesse as nove cenouras restantes por cinco e o outro por 10 dólares. O dízimo da colheita não se relacionava ao ganho [mas à TERRA]. O dinheiro era raramente uma coisa dizimada na Bíblia, se é que jamais o foi (Neemias 13:10-13).  Para ser realmente bíblico, o dizimo NÃO era baseado no ganho ou no dinheiro, DE MODO ALGUM! [Deuteronômio 14:22-23; 18:1-5; 26:12; Neemias 10:38-39; 12:44; Levítico 27:30-33; Josué 13:14]. O dízimo antes da lei era voluntário e baseado no lucro; o dízimo na lei era obrigatório e baseado na PRODUÇÃO (agrária). Os meios agrários (da terra) e o dízimo agrário eram baseados no que se conseguia PRODUZIR na terra, em plantações e animais. Deus ordenava que as pessoas trouxessem 1/10 da produção da terra, ANTES de vendê-las. Então o dízimo não era baseado no ganho da colheita. De fato, era contra a lei vender o dízimo. Era obrigação levar o PRODUTO e não aquilo que dele resultasse (Levítico 27:28). Existem muitas referências para dizimar o “excedente” (Por exemplo, Deuteronômio 14:22, usando “tbuw’ah”), o que significa literalmente fruto ou produto e, nos versos sobre dizimar, COMER o dízimo é sempre mencionado. Notem em Neemias 13:10 que os levitas iam para o CAMPO a fim de repor os dízimos em falta. Durante o tempo da lei agrária a troca e substituição de produtos do dízimo era comum, mas também havia SISTEMAS MONETÁRIOS em vigor (Gênesis 23:15-16 e 42:25; Jeremias32:9-11; Deuteronômio 14:25 e Malaquias 3:5). Mesmo assim, permanecia o dízimo agrário (baseado na terra).

Conforme o Dicionário Douglas/Teney da Bíblia NIV [a tradutora e o site solascriptura-tt repudiam esta Bíblia], Levítico 27:31 deixa claro que uma penalidade de 20% sobre o dízimo era cobrada de alguém que redimisse o seu dízimo, e isto repudia o uso de dinheiro como um pagamento [substituto] [do dízimo] . Novamente, isso mostra que [o dízimo] não era baseado no ganho [bruto] nem no dinheiro.

Deus deu por herança aos levitas os dízimos de Israel, em vez da terra (Josué 13:14; Deuteronômio 10:6-9; 18:1-5, Números 18:21-24). Os levitas davam os dízimos [dos seus dízimos] e ofertas aos sacerdotes (Neemias 10:38, Números 18), mas, aparentemente, os levitas não precisavam dizimar o ganho [bruto] da venda de propriedades herdadas (Deuteronômio 18:6-8). Os levitas e sacerdotes dependiam dos dízimos para COMER. A casa de Deus era um ARMAZÉM e PONTO DE DISTRIBUIÇÃO para os sacrifícios, levitas, sacerdotes e os necessitados “Trazei todos os dízimos à CASA DO TESOURO, para que haja MANTIMENTO na Minha Casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes”  (Malaquias 3:10). ([Ver também] Neemias 13:10-13; 1 Samuel 8:15, 17; 2 Crônicas 31:11; Deuteronômio 12:6-7; 17-19; 14:22-23). Na lei, houve [somente] uma exceção para se converter o dízimo em dinheiro. Segundo muitos eruditos, tal exceção foi mais tarde abolida. Deuteronômio 14:24-27 mostra essa antiga exceção, provando que sistemas financeiros estavam em vigor, sem que o dizimo fosse baseado em dinheiro. Nessa antiga exceção, poder-se-ia vender o dízimo [da produção da terra] em circunstâncias específicas, para se gastar o dinheiro no que se desejasse, contanto que isso fosse compartilhado com o levita local. Esses versos também deixam claro que “se a distância fosse longa demais para CARREGAR O SEU DÍZIMO”, provando que o dízimo NÃO era baseado em dinheiro. O Novo Testamento mostra os fariseus dizimando não sobre o lucro ou dinheiro, mas sobre o que eles POSSUÍAM E CULTIVAVAM (Lucas 18:12; Mateus 23:23), mostrando que o dízimo era [baseado nos] LUCROS e PRODUÇÃO AGRÁRIA.

Estes pregadores do dízimo são tão ardilosos e gulosos, criando mecanismos para fazer as pessoas admitirem compromisso mensal com eles que estão endividados até o pescoço por causa da compra de imóveis e construção de mais templos para conseguir mais prosélitos pagadores que continuarão pregando a mentira da obrigação do dízimo pra quem quiser ser abençoado e próspero nesta vida. Issao é um absurdo e precisa acabar! Deixe de ser enganado por estes mercenários da fé!

Não devolvemos nada a Deus, pois tudo é dele, não temos nada que Ele precise além do nosso culto racional e adoração!

Não o diminua por favor!

Douglas L. Figueiredo.


About Douglas L. Figueiredo

Douglas L. Figueiredo é empresário CEO da Agência de Publicidade Studio Delf Propaganda & Comunicação. Programador de computadores nas linguagens Visual Basic, java Script, PHP, desenvolve conteúdo e programação de sistemas de som ambiente para o comércio. Administra este site bem como o www.studiodelf.com.br. Locutor comercial, sua segunda língua é o inglês. Mora em São Paulo é auto-didata e seus hobbies incluem pesquisar e estudar assuntos relacionados a má religião buscando colaborar com a divulgação do verdadeiro evangelho que liberta.

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